segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Maria de Lírio

No aterrisso do teu silêncio,
Tira vantagem em chantagem.
Morta de cansaço.
Espiarei-te na matina meu Lírio,
Meigo delírio.
Beija-flor, chupa o mel e deixa o fel,
Na dose que tira o juízo,
Delírio que me fará perder o Lírio.

Cedo, cega o sol.
Café forte,preto,quente.
Jornal amassado, Lírio sobre a cadeira.
Vento soprou, o amor saltou a janela.
Quem sabe eu estarei de braços abertos para segura-la.
Acabou o tédio, atirando-te do predio.
Só de pensar em saltar já pulou.


Estupefato, de braços abertos,
Bola vermelha ao nariz, para segura-lá e dizer
- Para sempre eu te mereço.
Se o mundo é festa.. vinho,enfeites,fetiches.
Beijo que queima feri,
Fogo é útopia, então que tu sejas minha fantasia.

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